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Festival de música afro homenageia os 450 anos do Rio de Janeiro
Sábado, 24/01/2015 08:59
Por: Minas News
A Central Única das Favelas (Cufa), em parceria com a Federação dos Blocos Afros e Afoxés do Rio de Janeiro (Febarj), realiza na noite de ontem (23), no Parque Madureira, na zona norte da capital fluminense, um festival de música afro em homenagem os 450 anos do Rio

A Central Única das Favelas (Cufa), em parceria com a Federação dos Blocos Afros e Afoxés do Rio de Janeiro (Febarj), realiza na noite de ontem (23), no Parque Madureira, na zona norte da capital fluminense, um festival de música afro em homenagem os 450 anos do Rio. Os principais blocos afro da cidade se apresentam no evento que marca também o lançamento oficial da Liga de Blocos Afro e Afoxés do Rio de Janeiro. O objetivo do festival é construir uma agenda de valorização da cultura e dos valores, a criação de um circuito próprio nas festas populares e resgatar a autoestima daqueles que construíram o carnaval no estado.

Durante a festividade, cada bloco apresenta uma música em homenagem ao aniversário da cidade. Um grupo de jurados - selecionados pela Cufa e composto por diversos profissionais ligados à música e à cultura em geral - selecionará as três melhores composições para, em seguida, definir a vencedora. Os candidatos devem mesclar no tema a história da cidade e da cultura negra.

O presidente da Favela Holding Participações e um dos criadores da Cufa, Celso Athayde, disse à Agência Brasil que a cultura negra está alijada há muito tempo. “Não faço aqui críticas aos governantes, mas é importante que as pessoas saibam que o Réveillon de Copacabana, de suma importância para o Rio e o Brasil, teve início com os praticantes de religiões de matrizes africanas, que iam à praia deixar suas oferendas nas areias. Atualmente, aqueles que criaram essa tradição não possuem o mesmo espaço durante as festas de fim de ano, por exemplo”, disse.

No passado havia em torno de 60 blocos afros, com aproximadamente 50 mil pessoas. Do total de 32 grupos existentes atualmente, somente 12 conseguirão sair neste ano. “A cultura do carnaval sempre existiu, é necessário um resgate, fazermos parte do patrimônio cultural da cidade. Esses blocos têm tendência diferente, aspectos religiosos próprios, possibilitando, inclusive, uma oferta internacional. No passado, esses aspectos eram criminalizados. Entendemos que hoje é fundamental que a sociedade reconheça a importância da cultura negra e perceba que os negros e a favela têm valor”, concluiu Athayde.

A Liga de Blocos Afro e Afoxés cuidará dos assuntos referentes ao carnaval e a Federação dos Blocos Afros e Afoxés do Rio de Janeiro se ocupará da integração dos blocos que desenvolvem oficinas de percussão para as crianças, de instrumentos musicais e cultura negra.

 

Créditos: Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


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