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Juiz Federal no Rio de Janeiro é condenado a 52 anos de cadeia por lavagem de dinheiro
Quarta, 21/02/2018 11:47
Por: Minas News
O juiz Gustavo Pontes Mazzocchi em sua sentença destacou a

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O juiz federal Flávio Roberto de Souza é mais um exemplo de que nem membros do Judiciário escapam das tentações de corrupção. Ele acaba de ser condenado a 52 anos e dois meses de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A condenação refere-se a dois processos que tramitaram na Justiça Federal no Rio de Janeiro.

As sentenças foram anunciadas pelo juiz Gustavo Pontes Mazzocchi, da 2ª Vara Federal Criminal da capital fluminense, condenando o réu a  prisão, perda do cargo e pagamento de multa no valor de R$ 599 mil.

A condenação acontece três anos após Flávio Roberto de Souza provocar polêmica ao ser fotografado dirigindo um Porche de propriedade do empresário Eike Batista, na época apreendido pela Justiça.

Flávio Roberto de Souza, enquanto era juiz da 3ª Vara Federal Criminal,  desviou R$ 106 mil obtidos com a venda de um carro do traficante espanhol Oliver Ortiz, preso pela Polícia Federal. Por esse crime foi condenado por peculato.

Também foi acusado de ter desviado para seu próprio benefício o valor de R$ 290,5 mil de uma conta da Justiça Federal. O dinheiro foi usado pelo condenado para pagar um veículo Land Rover Discovery.

Além dessas denúncias o Ministério Público Federal acusou Flávio Roberto de Souza da apropriação de US$ 105,6 mil e 108,1 mil euros, convertidos em reais, valores empregados na compra de um apartamento na Barra da Tijuca.

Na tentativa de encobrir suas manobras criminosas o então juiz criou decisões falsas, destruiu provas e partes do processo. Ele foi condenado por lavagem de dinheiro.

Em sua sentença o juiz Gustavo Pontes Mazzocchi, da 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro destacou as "consequências gravíssimas, não apenas pelo desaparecimento de autos processuais — que acabaram por ser parcialmente restaurados —, mas pela desmoralização absoluta do Poder Judiciário como um todo e, especialmente, da Justiça Federal e da magistratura, decorrência dos atos criminosos perpetrados por aquele que deveria aplicar a lei. Poucas vezes se teve notícia de agente da magistratura que tenha conseguido achincalhar e ridicularizar de forma tão grave um dos poderes do Estado".


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